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31 de março, 1 de abril

March 28, 2014

 

Ufa, que bom que já passou o dia do cinquentenário do golpe militar de 1964. Logo no dia seguinte, dia dos bobos, comemoramos 12 anos e 90 dias de PT na Presidência da República. O primeiro de abril deveria, principalmente após a posse de Lula, ser o dia oficial do eleitor brasileiro, do contribuinte e, mais recentemente no caso da Petrobrás, do investidor otário brasileiro.

 

Como por aqui há otários de montão, a esquerda brasileira fatura sempre. Teve muita gente séria, mas o que teve de aproveitador escrevendo livros e artigos e palestrando a respeito do golpe foi formidável. Advogados, então, tocam seu ofício ávidos de prazer ao encaminhar indenizações milionárias. A esquerda brasileira, aquela do primeiro de abril, fatura de montão com o 31 de março. O economato do clube fica por conta do PT. Já fazem planos para os 55 e os 60 anos da efeméride. O “faturamento” por conta do golpe militar tem sido o mensalão de muita gente que sequer uma linha escreveu contra, que sequer um pio deu. Muitos, ao contrário, apoiaram para ganhar durante o golpe e mimetizaram-se para continuar ganhando após o fim do golpe. São os famosos ganha-ganha, de múltiplas ideologias e de pouquíssimo caráter.

 

No dia primeiro de abril de 2014, hoje, o Congresso Nacional poderá ou não emplacar a CPI da Petrobrás, uma investigação que já não é mais sequer político-partidária, mas um caso de lesão profunda, de fratura exposta da gestão do que é público. Poderão ou não investigar um escândalo que não é apenas sem precedentes, pois é tão grave que dificilmente terá subsequentes. Pois nesta terça, 01 de abril, alguns senadores retirarão suas assinaturas ou irão mantê-las? E o tal “blocão” do PMDB vai tirar o corpo fora e deixar jorrar sangue da maior estatal da América Latina?

 

Se retirarem, sepultando a CPI, será o maior primeiro de abril da história brasileira. Um trote que se merecerá se transformar em feriado nacional.

 

Agora, pensando bem, nada como um trote após o outro, aplicado por mais de 12 anos pela mesma turma do PT, liderada pelo “Barba”, amigo do Delegado Romeu Tuma, que passeava de camburão fumando e dormia na sala do delegado, pai do autor do livro Assassinato de Reputações. É um trote, uma mentira, uma pegadinha atrás da outra há anos. Piadas recontadas pela turma do Mensalão, que logo deixarão a Papuda e, como numa reprise medonha, voltarão a assaltar os cofres e as almas do Brasil. Isto sim é que é primeiro de abril que não acaba, não termina.

 

Hoje o meu dia, seu dia, nosso dia.

Mas não nos afrouxemos. Teremos o sete de setembro só em três de outubro, quando Dilma será derrotada.

Acreditou?

1º de abril!

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