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Cartas a Porto Alegre III

February 29, 2016

III – Vivendo na cidade do medo             

 

As pessoas vão se tornando nostálgicas à medida em que o tempo passa. Leio postagens de gente de 30 anos dizendo que tem saudade de quando tinha 20 ou 15. O mesmo acontece com os mais velhos e acontece comigo também, que estou no meio do caminho. Sempre que a gente está diante de uma situação adversa, procura imediatamente lembrar de situações semelhantes no passado e, de modo muito particular, tende a relevar o que passou como algo mais consistente, mais singelo ou até mesmo mais valioso. Enfim, é normal, é natural que pessoas tenham suas memórias.

Outro fenômeno interessante é o conjunto de referências que colecionamos ao longo de nossas vidas. Ocorrem quando a gente vai na casa de alguém e come uma comida diferenciada, quanto se faz uma viagem e se pode comparar os fatores vivenciados lá fora com os que são experimentados na cidade da gente. Referências são, portanto, diferentes de memórias. As referências são um patrimônio ligado ao presente e ao futuro. As memórias, bem, você sabe.

Na minha primeira “Carta a Porto Alegre”, eu lembrei que tendemos a ser saudosistas quando nos lembramos dos tempos de criança, brincando na rua, em segurança, na maior paz. Ao evocarmos nossas memórias, lembramos do que foi feito. E como não vivemos de passado, para que possamos criar e manter uma vida boa, próspera e segura, é necessário que não percamos de vista as referências vividas fora de nossos ambientes primários e as tragamos para a vida presente, visando um futuro que, de preferência, seja ainda melhor do que foi nosso lúdico passado, onde aconteceu nossa infância, juventude e o início da nossa dura vida adulta.

Há um desafio aqui, que reitero: Temos que melhorar nossa cidade a partir destes dois pontos: memórias e referências. Poucas coisas eram melhores do que são hoje. Uma delas é a segurança, a formidável sensação de segurança. Temos que resgatá-la, mas como? Aí entram as referências e a maturidade que ajuda a lembrar de tudo isto e implantar as mudanças que são fortemente necessárias.

Eu costumo dizer que a Disneyworld dos adultos começa quando se chega no aeroporto de Orlando ou de Miami. O que para os americanos é algo trivial, para nós é quase ficção científica. A gente desce nos EUA e já passa a usufruir de uma sensação gostosa de segurança. Há policiais por todo lado, em qualquer canto para onde se olhe. Carros de polícia, como nos filmes, andam de lá pra cá, sempre de modo ostensivo. Nas ruas, caminha-se sempre com eles por perto. Assaltos? Mas como??? Passamos a descobrir que – sim – nossa cidade tem jeito. Policiamento ostensivo e permanente é a principal forma de coibição de furtos, assaltos e a grande maioria das ocorrências policiais que tanto nos afligem e fazem-nos ter saudades enormes dos tempos antigos.

Portanto, polícia nas ruas é fator de segurança. Quem disser que não, mande pastar. Polícia bem armada, com bons veículos, treinamento intensivo e muito bem paga, pode resolver a maior parte dos nossos problemas. Uma outra parte do problema a gente resolve parando de votar e dar ouvidos a idiotas que defendem os direitos humanos dos bandidos e jamais das vítimas. Resta uma fração importante que cabe a cada um de nós, que a prevenção e a atenção com a “selva”. Quanto menos a gente vacilar, menos seremos vítimas dos predadores amigos da esquerda malandra do Brasil.

Vamos lutar juntos pela volta de Pedro e Paulo?

Que tal?

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