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Cartas a Porto Alegre IV

February 29, 2016

 


IV – Inimiga nossa 

Uma cidade que tem pouca presença da indústria, que não tem incubadoras tecnológicas, que não recebe como devia a inovação e que não incentiva o empreendedorismo é um ambiente similar a um deserto. Se plantar lá, morre. Se tentar irrigar, não há água que chegue. É um corpo sem espírito, algo que existe física e geograficamente, mas sem alma, energia.
Uma cidade sem personalidade vai se perdendo com o tempo. Torna-se mais suja, pois não educa, mais violenta, pois não é vigiada, mais agressiva, porque ninguém a cuida com carinho. Se a cidade não receber boas vibrações, boas “vibes”, se não for amada por seus cidadãos e principalmente por seus líderes, ela é um “deserto fértil” para o que há de pior.
Porto Alegre está nesta senda. Seu líder, o prefeito Fortunati, está fatigado, solitário, perdeu o gás e o amor pela cidade. Seus secretários estão igualmente desmotivados, porque a motivação é obrigação do líder maior. Os agentes públicos municipais, suas empresas e órgãos, movem-se como paquidermes tristonhos e apenas cumprem suas horas de expediente e nada mais.
Pois 2016 teremos uma eleição muito importante, em que poderemos optar por um novo (ou nova) líder. Esta liderança tem de ser diferente, positiva, aguerrida. Terá de dar combate aos problemas, enfrentando-os e não os empurrando com a barriga. O novo líder terá de ser um “magneto” de boas influências, atraindo para si o bem e expelindo de si o mal. Terá de trabalhar mais, muito mais. Terá de ter uma equipe “tesuda”, que ame muito esta cidade e a queira protege-la. Este líder terá de estabelecer uma nova relação com as pessoas, de confiança e de competência, de muito trabalho e responsabilidade. O novo líder terá de ser sério, sabedor que não se pode gastar mais do que se arrecada. Chega de irresponsáveis que usam o dinheiro público como se fosse algo fácil de obter, pois não é! 
Em 2016, as pessoas poderão votar também em representantes para os parlamentos das cidades. Terão, como sempre, três opções: Manter os que lá estão (o que garante o atual estado das coisas na cidade), omitir-se, votando em qualquer um (o que estabelece a continuidade de tudo que vivemos de ruim na nossa sociedade) ou eleger pessoas mais proativas, que proponham algo mais à cidade do que feriados, proibições ou nomes de ruas e avenidas.
A eleição municipal 2016 será importante também porque, finalmente, iremos prestar mais atenção no que elegemos para as Câmaras Municipais. Isto será fundamental para que o novo líder possa governar e fazer acontecer as coisas sem ter de se esconder do poder legislativo, ou sem ter de cooptá-lo de modo que não visando os interesses maiores da cidade.
Façamos de 2017 o primeiro ano da retomada do crescimento de Porto Alegre. Um novo Brasil passa pelas nossas ruas, avenidas, lares. E tudo isto está na nossa cidade.

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