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O REINO DOS CASTRO

November 29, 2016

(Escrito e publicado em 2011)

 

 

Fidel e Raúl, Raúl e Fidel. Inseparáveis monarcas do nobre principado da Ilha de Cuba, dão ao mundo uma demonstração de mudanças arrojadas na gestão de um país. Sem grandes delongas, no caso de o Príncipe Regente Fidel deixar o mundo material, Cuba mostrará ao mundo como se faz a transição de um regime autoritário, ditatorial e tirânico para um regime autoritário, tirânico e monárquico. Isto somente acontecerá caso Fidel bata com las buetas e, neste caso, o real sucessor ao trono cubano será seu irmão, o honorável Príncipe Raúl.

Portanto, se algum dia Fidel pedir a conta e for desta para melhor (eu espero, mesmo que com poucas esperanças, que isto ocorra ainda enquanto EU ainda estiver vivo), será dado início a uma dinastia inédita no continente americano. Entretanto, não será a primeira vez que um líder controverso se torna imperador ou com poder similar. Napoleão Bonaparte o foi antes de todos os Castro, os Hitlers, os Pol Pots, os Idi Amin Dadas, os Stálins e outros tantos. Ou seja, se El Rey sobreviver à crise abdominal que acomete Sua Majestade, fica tudo como está. Mas se o Rey Fidel morrer....

Causa-me mal-estar saber que um ditador poderá nomear seu irmão como sucessor ao governo de um país em plena América e em pleno século XXI. Causa nojo saber que alguém em comando trata seu próprio país com tanto descaso e desrespeito. É nojento testemunhar um fenômeno tão escabroso como uma sucessão mentirosa a um trono fictício de um país tão sofrido como o cubano, que já teve de engolir soviéticos indigestos, guerrilheiros desumanos e corruptos com e sem farda.

Eu tenho pena de Cuba. Dizem que é um país lindo, com gente amável e cordial, pequeno em território, mas tão grande em sacrifícios feitos em nome de causas que, até o presente momento, poucas virtudes apresentaram por conta da manutenção do país no feudalismo. Mas eu não tenho pena dos cubanos, que não se dão o valor que possuem. Não posso ter pena de um povo que permite transição de poder "mano a mano". Não me compadeço de uma nação que não se levanta mais contra as aberrações sociais, econômicas e históricas a que é submetida.

O episódio de Fidel passar o cetro a seu irmão é tão asqueroso, tão nonsense, tão desrespeitoso com o próprio povo cubano que eu fico a desejar que Fidel se cure nem que seja por milagre. Pelo menos até que haja alguém na ilha que se digne questionar essa barbaridade que já chega a quase meio século.

Vida longa a Fidel, para que veja uma nova Cuba Libre, desta vez dos Príncipes Castro.

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