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O PT e a vergonha

April 17, 2017

 

 

 

A esta altura dos tempos, todos os brasileiros já conhecem muito bem o PT. O país o conheceu há quase 40 anos por conta da ideologia e de seus sacerdotes e agora mais profundamente, por causa de seus crimes e criminosos.

 

A maior parte dos brasileiros que simpatizavam com o PT não o fazem mais. A grande maioria dos petistas continua de esquerda, se esforça para tentar espanar as culpas de seus ídolos, mas prefere não persistir no convício com a corrupção. Preferem o utópico idealista, abrindo mão de uma saga que dá lugar a uma realidade auto corrompida.

 

Ainda há, contudo, os que se derivaram do PT e que adotaram o petismo. O petismo é uma variação medonha do utópico da esquerda. É uma facção, uma seita que perdoa crimes e criminosos. Se a esquerda sempre entendeu que os interesses do partido se sobrepõem aos do povo, o petismo entende que a casta deve encher as burras com dinheiro do povo, apenas porque pensa – também erradamente – que o faz apenas porque outros fizeram ou, principalmente, fariam.

 

O petismo é decorrente, ainda, de um novo pensamento, destoante do coletivo. É um clube de poucos, mas um clube diferente, pois enfatiza o individual e manda às favas até mesmo seus coletivos partidários ou de base. Só o que importa ao petismo é o poder e o enriquecimento pessoal, sob o manto de uma versão ideológica que ainda não se cansou de acobertar malandros e canalhas.

 

A canhestra e sórdida derivação não nasceu sozinha! O lulismo surgiu logo em seguida, como se fosse num parto de gêmeos, uma espécie de vetor ainda mais personalista, até porque quase todos os demais próceres e/ou históricos da legenda ou estão, ou foram ou ainda serão presos. O lulismo é fruto da liberdade injusta de Lula da Silva. Na falta de uma ideologia, de uma causa e de uma ideia honesta e decente, o PT pariu o petismo e sua aberração final, que é o lulismo.

 

O lulismo é uma vertente simplória, de apenas uma causa, que é forçar a barra para evitar o inevitável: que Lula seja levado a ferros por seus crimes. O lulismo defende Lula. Nada mais. E Lula, por sua vez, como sempre está totalmente desinteressado por seus pares, como Genoíno, Palloci, Dirceu, André Vargas, Delúbio, Mantega, Okamotto e outros vários, já soltos ou ainda presos.

 

O desprezo de Lula por Dirceu, em especial, é a mais destacada característica do lulismo. A ausência de remorso ou de solidariedade de Lula para com seus comandados é impressionante. Jamais se viu um lamento sincero, um gesto de aproximação, uma frase que soasse verdadeira saindo da boca de Lula que demonstrasse, de fato, que ele se preocupa com alguém que não seja ele próprio.

 

Eis, portanto, o lulismo, versão ainda mais suja e corrupta do petismo, ambas decorrências repulsivas de uma agremiação partidária que virou um trem fantasma, cujas gares serão as penitenciárias mais conhecidas. Quem ainda ostenta a estrela amarela por sobre o vermelho é, portanto, uma caricatura pusilânime do que já foi, quase um meliante, um marginal.

 

Isto, sendo sutil.

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