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O BLACK-BLOCK DO STF

May 3, 2017

 

A tal greve geral do dia 28 não passou de um coletivo de pequenos piquetes trancando ruas e rodovias, além de impedir o ir-e-vir de brasileiros nas principais cidades brasileiras. O que aconteceu na última sexta foi a depredação do que realmente significa uma greve. Nada foi tão violentado, pichado, adulterado e esculachado quanto o sagrado e legalmente regulamentado direito de se fazer greve.

 

No entanto, houve violência entre vândalos e policiais, ônibus foram incendiados, fachadas e vitrines de lojas e bancos foram arrebentadas, houve milícias pagas ameaçando quem queria abrir seu comércio, quem gostaria de trabalhar, quem precisava se deslocar. Houve pancadarias duras, principalmente nos centros de Rio e São Paulo, onde habitam, respectivamente, Guilherme Boulos e Marcelo Freixo, líderes de movimentos sociais e também dos famigerados black-blocks. Tudo com direito a bonés, jalecos, camisetas, lanches e cachês em abundância.

 

Felizmente, afora um “estudante” de 33 anos que levou uma cacetada na fronte e foi hospitalizado, ninguém morreu nos campos de batalha pelo país. O prejuízo foi grande, mas não houve o tão desejado cadáver que a esquerda tanto almeja. Nós todos assistimos a esta violência como se fosse apenas mais um dia. Não nos sensibilizamos mais quando vemos as batalhas campais em pontos turísticos. É tudo tão banal num país com 58 mil homicídios por ano, onde as pessoas vivem cada dia como se fosse o último.

 

Foi, portanto, um dia comum o dia 28 de abril. Já o dia 2 de maio, este foi muitíssimo mais violento.

 

A soltura de José Dirceu, o petista miserável e ladrão que ajudou Lula a liquidar com o país, foi uma violência muito maior do que todos os acontecimentos dramáticos da sexta anterior somados. A Dirceu foi dado um Habeas Corpus por ninguém menos do que Gilmar Mendes, o ministro que se notabiliza diariamente como o praticante-master de bullying contra a Operação Lava-Jato. Todos já sabíamos que Tóffoli e Lewandowski soltariam José Dirceu. Mas Gilmar Mendes violou a todos nós quando desmereceu os agentes da maior operação contra o crime organizado do mundo e mandou para o conforto do lar um dos maiores e mais cretinos criminosos da história brasileira.

 

A violência praticada por Gilmar Mendes equivale a milhões de black-blocks soltos e sedentos de sangue e sem a presença da polícia no interior de um shopping center. Soltar José Dirceu é um ato de inominável agressão contra o Brasil inteiro, com prejuízos que sequer o mais sórdido black-block seria capaz de protagonizar sem ao menos ficar com a face ruborizada. Poucas vezes eu presenciei um ato de violência tão intenso e macabro quanto a soltura de Dirceu, afora os perversos significados que o ato representa e que serão nefastos.

 

Gilmar Mendes é o Black-block do STF. Merece, portanto, a companhia de um Maduro, a parceria de Lula e Dilma e tomara que sofra o repúdio diário do país inteiro por seu ato mesquinho, invejoso e, por ora, inexplicável.

 

 

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