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O coletivo insano

May 9, 2017

 

Os atos de insanidade são tão frequentes quanto brotam e explodem bolhas num caldeirão fervente. É um assassinato por ciúme, uma briga de trânsito com troca de socos, passando pela eleição de doidos e ladrões até uma guerra, que pode iniciar sem motivo consistente. Se há uma mãe que corta o órgão sexual de um bebê para protestar a favor da ideologia de gênero, por que não haveria “serial killers” ou ditadores por todo lado? Sem ousar entrar no lado psicológico das milhões de ocorrências diárias que fogem à nossa compreensão, só o que posso constatar é que basta um grande e carismático doidivanas para que uma tragédia aconteça.

 

Quem ouviu falar do Reverendo Jim Jones? Pois ele foi o fundador do culto Templo dos Povos, famoso devido aos suicídios e assassinatos em massa em 1978 de 918 dos seus membros em Jonestown, Guiana, além de quatro mortes adicionais em Georgetown, capital guianense. Quase 300 crianças foram assassinadas em Jonestown, quase todas por envenenamento por ingestão de cianeto. Jones morreu de um ferimento de bala na cabeça, provável suicídio.

 

Basta um insano carismático para o terror se consagrar. Assim aconteceu com Hitler na Alemanha, com Kim Il Sum na Coreia do Norte, com Mao na China e com Stálin na URSS. As ferramentas de “coletivização” do mal são variadas. Pode ser uma ideia, o uso da força e da violência ou simplesmente uma liderança natural e, por seu perfil, muito perigosa. O resultado é sempre, entretanto, parecido: mortos por todo lado, às dúzias, milhares, milhões.

 

Nosso último líder carismático brasileiro foi Lula da Silva. Sua enfermidade mental, todavia, não foi tão intensa como a de um Allende ou um Hugo Chávez. Lula gosta muito mais de dinheiro do que do poder e de suas responsabilidades. Ainda bem. É bem mais fácil prender um sujeito que se vende por dinheiros do que um líder cujo poder é inebriante e, como tal, não tem preço. Mal arrematando, Lula é um sujeito que teve a sorte de ser um líder natural e nós tivemos maior sorte dele ser um mequetrefe beberrão, corrupto e vadio.

 

Em Curitiba, neste 10 de maio de 2017, fosse Lula um líder de verdade, haveria pessoas indo a pé, em paz ou não, exigindo que Lula não fosse preso. Caso Lula realmente representasse uma referência para milhões, jamais estaria na posição humilhante de estar sendo acusado de ter roubado dinheiro público, de ter formado quadrilha para surrupiar da Petrobras, de ter enriquecido ilicitamente com outros tantos ladrões menos significantes do que ele. Lula, fosse um líder de verdade, estaria talvez sendo processado por algo mais dignificante.

 

Por falta de referências éticas e morais, substrato nutritivo do socialismo subdesenvolvido, Lula floresceu e pariu Dilma Rousseff. Este coletivo que o apoia é igual a ele. Daí as bandeiras, bonés e jalecos vermelhos. De vergonha. Não conseguem empunhar uma bandeira verde-amarela. Não se sentem dignos o suficiente. Não têm coragem de usar o Pavilhão Nacional para defender um punguista e o seu petismo.

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