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O que é e o que não é marketing

May 12, 2017

 

"Enquanto a mentira dá a volta ao mundo,

a verdade recém está calçando seus sapatos".

Mark Twain

 

 

Primeiro foi Duda Mendonça, em 2001, criador do Lulinha Paz & Amor, que deixou escapar que recebera do PT US$ 15 milhões em pagamento pelo trabalho de marketing político no exterior. A informação surgiu num testemunho de Duda na CPI dos Correios, que desnudava o escândalo do Mensalão. Só a língua solta de Duda já seria suficiente para que o TSE impugnasse a chapa Lula-José Alencar e declarasse a extinção do Partido dos Trabalhadores. Isto tudo não vivêssemos no Brasil do PT e do bonachão Fernando Henrique, que foi contra o impeachment de Lula, sugerindo “que ele sangrasse até a próxima eleição”. Lula não sangrou e ganhou as 3 eleições presidenciais subsequentes.

 

FHC é, em síntese, o maior responsável pelo fenômeno Lula. Foi sua liderança equivocada que represou as reações contra o PT e que permitiram que a gestão criminosa crescesse e se reproduzisse. A sinergia ideológica entre o PT e o PSDB levaram o país a esta hecatombe moral, social e econômica. Contudo, custa-se a crer que a correspondência programática de corte socialista tenha sido a única simbiose entre os partidos. A oposição simplesmente desapareceu desde que foi implantado o Mensalão e, como que por magia, o fim do mensalão não fez renascer uma oposição de fato no Congresso Nacional. Por que será?

 

As evidências hoje abundam. A explicação para que o PMDB possua “duas fitas aderentes e permita todos os movimentos” é clássica. O Partido de Tancredo virou uma chancelaria do alto meretrício, composta por “elementos” de altíssima periculosidade, mas isto nunca foi novidade. Para o PSDB se recolher de forma tão domesticada, já temos diversas explicações, mas ainda faltam outras tantas. Hoje, a história do Aeroporto de Cláudio já não me parece tão inocente. Tampouco a história de Furnas me passa a certeza de que se trata de armação. Ao fim e ao cabo de quatro eleições perdidas para Lula e seu poste, o residual é a sensação de que armaram pesado para cima de nós...

 

Voltando ao tema do título, Duda foi sucedido, já em 2006, pelo marqueteiro João Santana. Santana e sua esposa cometeram o delito de mil Dudas Mendonças, faturaram centenas de vezes mais, receberam dinheiro por tudo que é lado, aqui e lá fora. Elegeram cretinos na Venezuela, Panamá e em algumas ditaduras africanas, tudo pago pelo dinheiro do contribuinte brasileiro (faça sempre esta leitura quando ouvir que “foram pagos pela Odebrecht”). Fizeram campanhas milionárias com autorização e benção de Lula e a gestão posterior de Dilma. Deitaram e rolaram com dinheiro roubado. Esta é a suma verdade.

 

E isto não é marketing e tampouco é marketing político. É comportamento criminoso. É bandidagem. João Santana e sua esposa são tão bons marqueteiros quanto um bom médico que pratica abortos, quanto um líder de quadrilha que rouba carros-fortes em rodovias e se dão bem. São criminosos COMPETENTES, mas são criminosos. João Santana é tão profissional quanto um traficante de drogas com conexões na polícia, quanto um assassino de aluguel. E isto que ele fez não é marketing; é empulhação, é mentira, é nojento.

 

O maior crime de Santana e sua esposa não foi girar milhões em dinheiro roubado dos brasileiros, dos venezuelanos, panamenhos, dominicanos e outros tantos. Foi ter ajudado seus clientes a se elegerem e a se reelegerem. Não são marqueteiros. São bandidos, ladrões, criminosos, iguaizinhos a seus clientes. E isto não é marketing.

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