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Crer e ver

June 3, 2017

 

Tem uma música no filme "The Wiz", versão black do Mágico de Oz, que fala em acreditar. Believe é o nome da música. Nela, Dorothy diz ao Leão medroso: "Believe in yourself, as I believe in you" (acredite em si mesmo, como eu acredito em você). 

 

Acreditar, confiar em alguém é importante como respirar. A vida, sempre que pode, contudo, nos prega peças, mas a gente está sempre atrás de alguém pra dizer "neste eu confio". 

 

Já coloquei adesivo de candidatos nos quais acreditei. Até mesmo naquela besteira de “A culpa não é minha...votei no Aécio” eu aderi. Fui Fiscal do Sarney e topei sem chiar aquela insanidade que foi o tal do “choque heterodoxo“ do Fernando Collor e sua doidivanas ministra, Zélia Cardoso de Mello.

 

É complicadíssimo. Quando não é a desonestidade que grassa, é a incompetência. Votei no Fogaça e no Fortunati a prefeitos de Porto Alegre. Era isso ou o PT. Não votei no Marchezan e até agora não me arrependi. A outra opção não era lá grande coisa. Já o Sartori, ainda não tenho certeza se acertei ou não. Impera a baixa criatividade e a modorra tática, mas não se ouve falar em corrupção. Já é muito, se levarmos em conta que nossos padrões como nação jazem em fossas abissais de estima e de dignidade.

 

A última eleição, para prefeitos e vereadores, me passou a mesma sensação: a de que não temos gente realmente envolvida, comprometida e inovadora. A Câmara de Porto Alegre continua um grupo de ilustres quem? O que fazem é até melhor a gente nem saber. O mesmo com os secretários de estado do RS. Não sei direito quem são, mas sei que eles todos, de fato, não o são.

 

Os fatores que atraem os criminosos para a cena política – impunidade e dinheiro fácil – são por demais sedutores. Ineptos, ignorantes e despreparados são também abundantes. Corruptos e incompetentes são quase a totalidade do “plantel” político nas câmaras e nas assembleias. Um ou outro despontam, mas nem nesses mais confiamos. Decepção é uma ferida que não fecha e agora não se confia, de verdade, em mais ninguém.

 

A primeira etapa para mudar este perfil putrefato é não reeleger mais nenhum político em ação. Nenhum mesmo. Talvez um aqui, outro ali. Esse cara aí que você está pensando, pense mais uma vez. Ele fez alguma coisa relevante ou só ficou batendo boca, sofismando, discursando? Quais seus projetos? Quais os seus indicadores de desempenho efetivos? Ah, viu só? Está na hora de levantarmos a barra, como se os candidatos fossem corredores. Só ser honesto e alfabetizado não é mais suficiente. Lula, apenas para lembrar, é um ignorante e também o maior ladrão da história das américas.

 

Eu quero alguém com honra, com dignidade e com vontade de trabalhar, de se engajar com ideias novas. Quero alguém que vá lá e faça, com transparência e credibilidade. Não é pedir muito. Ou é?

 

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